Finalmente desfrutando São Bento.

Crux do Boulder

Dinâmico do "Bring"

"Começa a ficar alto"
Após toda correria de mudança, viagens e trabalhos semanais em SP, vendo os dias alucinantes passarem e eu comprometido com as reformas do novo lar, a fissura de escalar ficou armazenada por quase um mês. Mas agora finalmente estamos aproveitando a paz e tranquilidade de São Bento, chegar no fim de tarde e deitar na rede na varanda de casa é impagável e o mais importante, escalar e escalar.
Durante a semana onde todos os points estão mais tranquilos, e curtir um fim de tarde na rocha junto com Carlera e Paulinha, motivam ainda mais os objetivos deste ano que foi uma mudança geral, descanso das competições, pois foram 152 em 17 anos de escalada, e focar mais nos boulders na rocha.
E já na primeira semana de escalada, os frutos começam a aparecer, fim de tarde na pedra da Divisa, os boulders na parte de baixo das vias fizeram a diversão do dia e o projeto “Bring the Ruckus”, aberto e encadenado pelo escalador local Leandro “Pardal” há 2 semanas atrás, recebeu sua 1ª repetição na 4ª feira dia 11 por Carlera e na sequencia pude mandá-lo também, um boulder lindo em um setor maravilhoso resultaram em um boulder cotado por volta do V11.
No fim de semana, a “gangue” veio em peso pra São Bento, Dudu, Cesinha, Kalango e Murilo, foram apresentados a este setor, e se deliciaram com uma tarde cheia de cadenas e o que é melhor, sem fritar os dedos, acabei aproveitando a vibe local e refiz todos os boluders do setor para assim dar um belo de um treino e reatar a proximidade da rocha cada vez mais.
Bom feriado a todos e boas escaladas.
André “Belê” Berezoski.
Casa nova, cidade nova e trampo novo.
Há 2 meses um sonho de muito tempo atrás se concretizou, após muita correria, e acertos finais, a mudança para São Bento do Sapucaí foi realizada, uma mudança não só de cidade, mas de estilo de vida, adpatções ao novo ritmo do interior, a vida rural e a proximidade mais que total da escalada em rocha. Após anos me dedicando à escalada de competição, mas com a verdadeira formação na rocha, o instinto de volta às origens falou mais alto, além de fugir do circuito vicioso que as grandes cidades lhe impõem e tiram do sério até o mais paciênte do ser humano.
Com a possibilidade em me manter vinculado a Casa de Pedra para os trabalhos que realmente sou apaixonado em realizar, que é montar via e dar aulas, as viagens trocaram de dias e destinos, ao invés de passar o fim de semana em São Bento, agora passamos toda a semana por lá, vindo trabalhar somente às segundas e terças em SP, evitando assim muita correria e stress.

tranks home
As ressolas e a fabricação de Crash Pads também foi deslocada para lá, onde tenho à vista da minha nova oficina nada menos que o complexo da Pedra do Baú de camarote, e da janela da casa nova a falésia do Quilombo e Quilombinho, em um vale muito sossegado a toda volta.

vista da casa
A idéia de se viver por lá tem como objetivo, escalar mais em rocha, encontrar mais tempo para voltar a treinar e definitivamente ,uma qualidade de vida com um custo muito mais barato. E o outro objetivo é contribuir para a evolução da escalada deste point, que tem tudo para ser referência nacional em se tratando de qualquer estilo de escalada, e agregar ainda mais todo o trabalho já realizado por lá por Eliseu Frechou, Pardal, Paulinha e toda comunidade local.

Bele Pad vista
Boas escaladas.
Belê.
Os desafios da SOS Sapatilha

- fred 2

- fred 1

Chaveiro com saquinho.

Fred nova
Com reativação da SOS Sapatilha, voltam também as sapatas que em condições normais, teriam como única finalidade um bom vaso, colocando terra dentro e uma boa planta dentro e estaria pronto um exemplo de decoração em uma casa de escaladores. Mas como sempre gostei de desafios, aceitei várias sapatas vindas de vários estados do Brasil e praticamente refabriquei as mesmas.
Além do serviço prestado, a SOS reutiliza parte retirada do seu solado antigo e o trasforma em um chaveiro de mini sola de sapatilha para você estar sempre as mãos as lembranças das cadenas mais importantes de sua companheira “a Sapatilha”, acompanha também um saquinho para guardar sua sapatilha….
Boas escaladas e cadenas.
André “Belê” Berezoski
XSGrip Vibram na SOS Sapatilha

Acaba de chegar à SOS Sapatilha, a sola utilizada pelas maiores e melhores marcas de sapatilhas de escalada no mercado, se trata da XSGrip da Vibram, utilizada como sola oficial da Lasportiva por exemplo, esta execente sola agora está disponível para ressola de sua companheira de escaladas e cadenas, e lembrando que esta sola se adapta à qualquer modelo de sapatilha, além da sola, contamos também com a borracha lateral da Vibram, para a troca de bicos e(ou) colocação de um acessório muito utilizado hoje em dia, que é uma borracha no peito do pé da sapatilha, garantindo mais firmeza e uma utilização em tetos e negativos com maior eficiência.
O valor da ressola do par de sapatilha é de R$ 100,00 para somente a troca da sola, ou de R$110,00 para sola + bico.
O tel para contato é o 11 8244-6672 ou pelo e-mail belepad@hotmail.com.
Boas escaladas
André “Belê” Berezoski
Mais um projeto cai em São Bento.
Um lindo projeto no setor Aranha 1 recebe o FA( first ascent) neste feriado.
Se trata de um bloco descoberto por escaladores locais bem escondido em meio a grutas e pedras empilhadas, um bloco de uma formação rochosa digna de análise para os escaladores geólogos de plantão, em uma parede bem negativa a face escalável tem uma formação parecida com um massa derretida, formando agarras fora do padrão local e não vista até então em nenhum outro point.
A linha encadenada este fim de semana, já recebia tentativas a mais de um ano, mas foi deixada por ter um domínio meio estranho, alto e adrenante,mas a movimentação é tão alucinante que após um dia de trabalho, voltamos de moto, com crashs nas costas no domingo e logo na primeira entrada resolvi tocar pra cima e ver como dominar , e em meio a sujeira e adrena, saiu a primeira do “Derretidos” um provável V10 hard (psico), logo ao final da session , Pardal também chega ao topo do bloco fazendo assim a primeira repetição no mesmo dia.
O setor promete várias noticias ainda, por haver no local, mais 2 projetos insanos, e que também merecem respeito e trabalho duro para serem dominados, fora as outras inúmeras possibilidades de novas linhas.

Boulder Fest Casa de Pedra
Acontece dia 6 de junho nas unidades da Casa de Pedra, mais um mega festival de Boulder, desta vez com um formato que envolve uma competição no final.
V14 encadenado.
Nada melhor que receber de presente de aniversário a cadena de um projeto de boulder que a anos atrás se tratava de um projeto futurista, algo que poderia estar nas mãos de gerações futuras ou com a nova visão da evolução nacional, mas a limpeza e primeiras agarras a receber magnésio aconteceu em 2007, e foi somente nos últimos 6 meses, que eu e o escalador local Leandro “Pardal” começamos investir todo tempo, fim de semana e recursos em função desta linha incrível e inclinada, muitas enchadadas e pedras roladas para deixar a base segura e confortável o suficiente para poder se concentrar nos exigentes 17 movimentos que seguem dificultanto a cada passada.
Master North Face
3º Master North Face.
Como tem se tornado uma constante em nosso calendário, as competições no Chile são hoje as melhores competições realizadas na América do Sul e sem sombra de dúvidas não deixam nada a desejar das etapas da Copa do Mundo de Boulder, muito pelo contrário, toda a infra-estrutura disponibilizada para estas competições superam em muitos aspectos as melhores já realizadas por todo o mundo, palavras não só minhas que tenho alguma experiência por competições fora do país, mas dos próprios ícones da modalidade, Daniel Woods e Lisa Rands.
Como sempre a presença brasileira, mesmo que reduzida a somente 3 escaladores nesta etapa, levou para Santiago toda e essência da modalidade, marcando destaque desde as classificatórias, onde por uma “falta de mão” dos route setters, no masculino deixou a fase muito mais dura que deveria, mas com Cesinha passando em 1º, seguido por Daniel Woods e eu em 3º, já no feminino Lisa Rands, mostrou por que atualmente é a mais destacada da modalidade, mandando os 4 problemas propostos todos a vista.
Para a final feminina, Lisa Rands deixou claro sua supremacia e ganhou sem muita dificuldade, seguida da Chilena Soho, em 3ª ficou a veterana Sara Alwin e em 4ª nossa amiga Andréia Rissi.
Passado o susto e quebrado o gelo das classificatórias e dentro das finais, começava outra guerra psicológica para tentar chegar ao último boulder, já que a cada problema após 3 tentativas de cada, eram eliminados 2 atletas e onde somente dois deveriam disputar o título da competição, e passados 2 boulders, eis que no 3º estão eu, Cesar, Woods e Jesús, todos mandam a vista e eu após 2 tentativas não me encontrava com o boulder, teria uma última tentativa ou estava automaticamente fora do boulder final caso não encadenasse, e eis que contrariando toda a lógica e movimentação original do boulder me encaixo dentro de um diedro e minha única alternativa foi utilizar de muita força de vontade, nós da madeira para os pés, mãos chapadas na parede e durante alguns minutos de muita luta só não caí por várias vezes por estar incentivado pelo público que gritava e vibrava de uma forma nunca antas vista em uma competição por haver encontrado tal solução, minhas sinceras desculpas aos route setters aos quais testaram e acreditaram piamente ser impossível alguém subir por ali, mas assim o fiz e pela 2ª vez os mesmos 4 finalistas da etapa de PUCÓN decidiriam somente no último problema que foi resolvido a vista pelo americano, Cesinha caindo perto do fim, Jesus uma agarra atrás e eu por uma má sorte, escorregou um pé, e como havia um Top nesta ronda não haveria outras 2 tentativas para nós.
O resultado não era previsível, já que em competições de boulder tudo pode mudar drasticamente muito rápido ou simplesmente não se encaixar em tal problema pode te deixar fora das próximas, mas é certo que ao ficar em 3º ano passado, Daniel Woods, dedicou-se totalmente ao boulder e foi noticias no mundo todo todos os meses e semanas com seus feitos fenomenais sobre a modalidade, e foi até o Chile por sua própria conta, já que este ano a convidada da North Face era Lisa Rands, ou seja, sua motivação para vencer este ano se mostrou claramente, não deixando espaço para dúvidas sobre seu nível atual, como sempre, muito receptivo e humilde, estamos tratando de que esteja no Brasil em meados de julho junto a Lisa Rands onde deixaram claro querer conhecer principalmente Ubatuba, por já terem visto alguns vídeos e noticias lá fora.
Como sempre a participação brasileira deixou sua marca e aguardamos agora a próxima, que se realiza em novembro, onde com certeza, estaremos por lá para participar e desfrutar das excelentes competições, comunidade local e vinhos, é claro.
Boas Cadenas.
André “Belê” Berezoski.
Projeto em São Bento
